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Que Charles Darwin era um visionário ninguém duvida. A Teoria da Evolução está aí para comprovar. O que poucos sabem é que o famoso naturalista teve tempo para criar a primeira cadeira de escritório moderna, quando colocou rodas em sua poltrona para alcançar mais facilmente os milhares de livros e anotações que tinha na biblioteca. Ao usar o móvel para tornar mais ágil uma tarefa que repetia constantemente, Darwim aplicou, no século XIX, conceitos hoje considerados fundamentais para os modernos ambientes de trabalho, como aumento de produtividade, adaptabilidade, organização de espaço e bem-estar.

Todos são cada vez mais levados em conta na hora da escolha do mobiliário corporativo, influenciada por aspectos estéticos, ergonômicos, laborais e de marketing. Afinal, já se sabe que os móveis têm influência direta na motivação e na saúde dos funcionários, além da óbvia associação com a imagem que a empresa quer passar para seus colaboradores, clientes e concorrentes.

Produtividade

Fazer com que os funcionários sintam-se confortáveis e, com isso, sejam mais eficientes, é o be-a-bá do estilo e da disposição dos móveis no ambiente de trabalho. Se as atividades exigirem cooperação e comunicação constante entre eles, espaços abertos, divisórias e mesas baixas e cadeiras giratórias e com rodas facilitam o diálogo e a troca de informações. Tarefas que exigem maior concentração e privacidade, por sua vez,  pedem ambientes mais reservados e discretos. Em ambos, a flexibilidade na decoração é bem-vinda para que não se crie uma estrutura rígida e avessa ao dinamismo da empresa.

Aqui, chegamos a outro conceito fundamental: a adaptabilidade. O mobiliário deve ser pensado a fim de permitir que áreas e departamentos possam ser expandidos ou reduzidos, assim como as respectivas equipes, remanejadas. A otimização dos espaços faz com que eventuais mudanças aconteçam de forma ágil, com o menor transtorno possível. O design modular é uma tendência que ganha força com isso.

A organização é outro fator primordial, pois facilita as atividades e, dessa forma, evita o desperdício de tempo e energia na procura por documentos, arquivos, aparelhos e objetos indispensáveis para o bom andamento dos processos internos da empresa. Mesas, gavetas, estantes e armários devem primar também pela funcionalidade.

A metodologia 5S – tema que pede um artigo próprio no nosso blog -, herdada da cultura japonesa, contempla em cinco elementos os fatores básicos para o sucesso de uma empresa: Seiri (utilidade), Seiton (arrumação), Seiso (limpeza), Shitsuke (disciplina) e Seiketsu (higiene). Entre eles, o Seiton é o que está mais ligado à importância dos móveis no ambiente de trabalho, pois ressalta a influência que a posição, a aparência, a função, o design e a organização dos objetos têm sobre o dia a dia das pessoas. Para entender melhor, pense na sua casa e em como a decoração afeta o seu estado de espírito. E lembre-se que, para muita gente, o trabalho é o lugar onde se passa a maior parte do tempo. A maior parte da vida.